
São neste preciso momento 5h13m da manhã ... estou sem sono e uma "pilha" de nervos. Ando ás voltas na cama desde as 2h30m da manhã, preocupada porque alguém que era suposto estar ao meu lado, não está. Depois de estar o dia todo a cerca de 120km de casa a trabalhar, mal jantou foi de novo trabalhar, toda a noite.
O que fazer quando a pessoa com quem casámos, para além de ter casado connosco, casou também com o trabalho?
Carrego nos ombros a responsabilidade de ser mãe e pai; de cuidar e educar as filhas; de gerir uma casa e de ter a meu cargo todas as outras responsabilidades inerentes a um bom ambiente familiar.
Por vezes torna-se dificil explicar ás minhas filhas a razão pela qual, o pai não passa mais tempo com elas.
O que me faz ter vontade gigantesca, de perguntar á chefia directa do meu marido, se não tem familia ( marido e filhos), para que possa dar valor ao quão importante é estar presente:
- na hora de jantar;

- na hora de ler a história de boa noite;
- na hora de dar miminhos ás filhas;
- poder ter um fim-de semana livre para passear ao ar livre e poder desfrutar do sol;
- ou tão somente ver o sorriso das filhas, quando contam uma aventura que aconteceu na escola.
Confesso que está tornar-se cada vez mais dificil para mim aceitar determinadas coisas, porque faço um esforço sobrenatural e desmembro-me em mil, para que consiga fazer tudo.
Já imaginaram o que é ser constantemente interrompidos, sempre que nos sentamos á mesa para jantar ( quando conseguimos ter a presença dos 4 á mesa) e o telemóvel toca, para falar de trabalho?
Já imaginaram o que é estar de férias num sitio fantástico, como o Brasil e ligarem para falar de trabalho? Mas será que esta gente não consegue ser autónoma e fazer as coisas sem que tenha que depender dos outros, ou é assim tão urgente que essa "coisa" não possa ser feita quando a outra pessoa chegar de férias? Ainda por cima para um telemóvel que é pessoal...
Gostaria de saber se a empresa onde trabalha o meu marido:
- se responsabiliza em dar de comer ás minhas filhas, caso aconteça alguma coisa grave por ele andar a conduzir sem dormir?
- qual é a compensação que a empresa lhe dá, por ele ser um funcionário exemplar, se um dia decidirem que já não precisam mais dele?
- qual é a compensação que eu tenho por não ter a presença dele, quando mais preciso e tenho por exemplo de ir com uma filha ao hospital e ele
"não pode" deixar o trabalho, mas eu
"posso sempre" deixar o meu, porque alguém tem de o fazer?
Afinal quais são as compensações??? Atrevo-me a dizer : NENHUMAS!
Só quero deixar um apelo a quem ler este blog:
Redefinam as vossas prioridades na vida!