domingo, 30 de junho de 2013

Dissertações Matinais.

Mulher a meditar na praia


Chego à praia sozinha, pois este ano decidi que ia a pé para a praia, cerca de 15 minutos o equivalente a 1900 metros. Enquanto espero pela restante familia, coloco-me na posição de lótus, como se estive no yoga, de mente e alma purificada. Dou inicio a um dos exercícios matinais que mais aprecio.
Sentada na areia ainda lisinha, sem pegadas humanas, apenas as marcas das patas das putas das gaivotas que não dormem e gostam tanto da praia como eu, observo a rotina dos veraneantes que me rodeiam.
 
Um pai com cerca de 70 anos, em excelente forma física, provavelmente viúvo, muito simpático chega à praia cedo com a sua filha que tem trissomia 21. É notório que entre eles há uma relação de muita cumplicidade, amor e acima de tudo dedicação. Fico deliciada a olhar para os dois. Todos os dias tem uma actividade física diferente para fazer com a filha, para a manter ocupada não só física mas acima de tudo mentalmente. E como ela interage com ele. É admirável. Um dia jogam raquetes, no outro jogam á bola, no outro é o arco. A seguir ao exercício é hora do mergulho, não sem antes ter retocado o protector solar índice de protecção 50, já que o sol está ao rubro e a menina, que deve ter a minha idade, é de pele extremamente branca.
Sempre de mão dada, ao meio dia saem da praia. 

Ali mesmo ao lado está outra família. Uma mãe com os seus 2 filhos e o avô. Divorciada, com toda certeza, a avaliar pela mágoa do olhar. Presa a um passado recente, concentra as suas energias a contemplar o mar e a apanhar sol. A filha com cerca de 11/12 anos, parece-me revoltada com a com a vida ou está na idade do armário que é como quem diz, da parvoice, da indecisão. O  rapaz, mais velho 15/16 anos, não está nem aí e quer mais é curtir a praia. O avô vem como apoio logístico, traz o chapéu de sol, a cadeira e desdobra-se em cuidados e mimos com os netos.

Há ainda o casal com o bebe que veio pela primeira vez à praia. Todo artilhado de óculos de sol da chicco, boné de abas, protector xpto, t-shirt e o' diabo a sete'. Chora porque não gosta de sentir a areia nos pés. Faço rapidamente um flashback ás memórias que guardo deste tempo e revejo-me por segundos na pele daquela mãe e penso: “ Dassss, não tenho saudades nenhuma. Agora quero é paz e sossego!” 

Falta falar do nadador salvador. Coitado. Que vida estúpida!! Mesmo sendo um emprego sazonal, estar 3 meses sentado numa cadeira debaixo de um toldo, com muito pouco ou nada para fazer além de estear a bandeira, não é pêra doce. Eu ia morrer de tédio.
Hoje foi brindado com a presença de uma gorda. E até estou a ser simpática, porque ela se cair ao mar não se afoga graças às 2 bóias que tem apensas às mamas. Além de gorda, tem cara de gulosa e não me refiro a doces ....
Estiveram à conversa um bom par de minutos. Mesmo ao longe, consegui ler nas entrelinhas que a moça queria fiesta. Mas tenho para mim que terá de continuar a enviar postais, pois ainda não foi é desta que leva a maquina de fazer doces para casa.

Falta-me falar da cumplicidade de um casal octagenario com o seu andar frágil. Caminham à beira mar lado a lado, de mão dada, apoiando-se um no outro como sempre têm feito ao longo dos seus 50 anos anos de casamento. São da velha guarda. Aqueles que ainda acreditam que o amor é para toda a vida, até que a morte os separe.

Chegaram. Está na hora de montar chapéus de sol. Vem aí um dia de muito calor.

 

 

sábado, 29 de junho de 2013

Foi de dia e de noite!


Desgracei-me duplamente. De manhã com a bola de berlim. Não resisti.  À noite com Cabriz branco ao jantar e caipirinhas como sobremesa. Uns comem gelados, outros bebem.
Aaaaiiiiiii .......


 

 

 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Factos. E contra factos não há argumentos.

 
- Oh mama, sabes aquele miúdo inglês de camisola rosa que está sempre ali na piscina?

- Sim sei. O que tem?

- Oh mãe eu acho que ele gosta de mim, ou então está a tentar impressionar-me para ver se lhe empresto a pistola de água.
 

( Ri para dentro para não a interromper e esperei atentamente pelo resto da conversa)

 
- Então porque dizes isso filha?

- Oh mãe ele está sempre a olhar para mim e ontem tentou impressionar-me com saltos e mergulhos para a água. Mas não conseguiu. Mas oh mãe, uma coisa eu tenho que admitir, lá que eu sou muita gira, lá isso sou!!

 

E mai nada ....

Nova fragância do meu Verão.


 
Sabe tão bem andar com pouca roupa (quase nenhuma), descalça ou de havianas, jantar no quintal ou na varanda e admirar o Ocaso. Deixar-me ficar e ficar e ficar.
Contemplar as estrelas à luz da vela de citronela, enquanto degusto um Planalto gelado ou um moscatel de Setúbal que me traz à memória outras paragens e outro cenário igualmente prazeroso ... e tudo e tudo e tudo.

Pois .... mas e as melgas? Sim, as melgas. Esses seres incómodos que nos fustigam a pele e a mente com seu zumbido irritante. Sugam-nos o sangue e fazem questão de nos deixar a sua  marca na pele para que nós ao contempla-las saibamos que por ali passou um ser indesejado, mas que gostou de nós, do nosso conteúdo, sim porque se nos picou é porque somos docinhas ( falo por mim) e assim sendo toma lá uma ferradela.

 OK,há marcas no corpo que ficam, como uma ou outra nódoa negra, fruto de uma noite mais animada e passada em excelente companhia. Mas essas só nos trazem à memoria bons momentos. Agora picadas de insectos bahhh .... don’t think so. Dão comichão, ardor e de tanto coçar fazemos crosta.

Mas este ano acabei com as melgas à minha volta. Adoptei como perfume de Verão o TABARD em Stick, porque em spray faz mal à camada do 'OZOTO' (como ouvi há dias uma tia burra aqui no condominio a dizer para uma criança). 
O TABARD stick, cheira a mentol e a hierbas finas como aqueles rebuçados que há no ALDI e que eu gosto tanto. Não é mau de todo. É certo que não estamos perante um eau de GUCCI, ou tão pouco um eau de chanel, não nada disso. Mas para o efeito que é, serve na perfeição.

Acho que se me habituo ao cheiro facilmente passará a ser o MEU perfume, mesmo de inverno. Afinal melgas há o ano inteiro, algumas andam é disfarçadas.

 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

E a praia toda só para mim?

 
 
Oh pá é tão aborrecido ... um areal deste tamanho, um mar azul e delicioso, praia a perder de vista, as gaivotas não vieram atrás de mim (thank God) e eu vim caminhar, caminhar, caminhar e tudo e tudo .....
 Eu mereço, oh se mereço!
 
 


Com esta música in repeat na minha caminhada .... oohhhh..... it's sounds so great !!!


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Greve à bola de berlim.



Não, não deixei de gostar de bolas de berlim, daquelas boas, carregadinhas de colesterol e com muito, muito creme, mas tanto creme que quando a trincamos de um lado o creme espirra do outro o que nos obriga a ser suficientemente hábeis e rápidos para com a ajuda da língua não deixar escorrer e perdemos aquele recheio maravilhoso.

Digamos que o facto de estar há 5 dias de férias, na praia e ainda não me ter desgraçado deve-se ao facto de os vendedores da Boli Berli não me inspirarem a mínima confiança.

Bolas! Isto está minado de “quer frô” com cara de quem já não vê a água há um bom par de semanas, barba com mais de 3 quinze dias e um ar de bandido que valha-nos Deus. O pregão também é assustador e feito com uma vozinha de quem tem um cagalhão à porta do cu, mas que de tão duro não sai sem a ajuda qui ça de um microlax, e isso magoa, já para não falar que é uma ameaça para meia dúzia de hemorroidas que batem palmas de contentes para sair da gruta rectal e passarem uns dias no quintal de arvoredo púbico: “ Bolú Berlí, co cré, sé cré!”  Julgo eu que o que o sr,  quer dizer é: Bolas de berlim, com creme e sem creme.

Mas afinal  onde anda aquele sr. Fantástico com o seu ar afável, simpático e lavadinho que dizia : “ Olha a bolinha de Alvor, recomendada pelo sr. Dr.?”

E tu ASAE, onde te meteste?

terça-feira, 25 de junho de 2013

Dependência.


Definição:
" Dependência psicológica é a necessidade de determinado comportamento para viver normalmente e sentir-se confortável.A dependência psicológica pode aparecer independentemente e é de tratamento lento e difícil, diferentemente da dependência física."
by, wikipedia

Ficamos dependentes do ombro amigo que nos ampara uma ou outra lágrima.
Ficamos dependentes de quem nos trata bem. Quem nos dá carinho, amor, atenção.
Ficamos dependentes da palavra certa no momento certo. Muitas vezes até daquele puxão de orelhas para ver se abrimos a  pestana quando já temos a vista toldada e não conseguimos enxergar direito os trilhos da vida, ou que rumo tomar.

Mas será que esta dependência não corre muitas vezes o risco de se tornar em quase demência??

Sentir a falta de alguém que não está por perto e nos habituou ao seu mimo , ao beijinho, ou à festinha na cara.
Sentir a falta da visita diária,  que aparece apenas com o propósito de saber como correu o dia, para beber um café rápido, ou tão somente para dar aquele aconchego, que significa o mundo ou a vida, ( mundo esse ou vida essa, que cada vez tem mais significado, na vida de outra vida).  
Chorar porque estamos ausentes, mesmo que por um curto espaço de tempo, mesmo que telefonando várias vezes ao dia, mesmo que fale em amor e cite frases de encorajamento.
Onde levará esta dependência se não à quase demência?

Tornou-se um hábito, eu sei. Culpa minha. Mas sou assim quero abraçar o mundo e penso que tenho espaço para colocar todos no meu coração. Chama-se a isso MISSÃO IMPOSSÍVEL.  Apesar de alguns merecerem um lugar de destaque e ocuparem o pódio, o meu coração tem poucos metros quadrados e a caixa torácica não alarga mais, porque o meu tempo de nadadora de competição já lá vai ...Ainda assim dou o melhor de mim todos os dias. Só assim a vida faz sentido.

Mas eu percebo essa dependência.Também já fui dependente. Mas infelizmente aprendi com apenas 9 anos a deixar de estar dependente. Dependente dos outros. Dependente dos afectos. Dependia única e exclusivamente de mim. E estou a falar de emoções. Aprendi a gerir e a controlar os níveis de dependência  em relação ao mundo, sob forma de me  proteger.
 

Agora eu sou a DEPENDÊNCIA dos outros.

 

Bom dia Grego.


8h15m.
21ºC.
Literalmente por cima de mim tenho 2 andorinhas a construir o seu T0, ao mesmo tempo fazem-me companhia enquanto me delicio com o meu Grego.

Adoro estes momentos comigo enquanto todos ainda dormem.

Ooohhhh vidinha boa J!



 

 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Dilema.



Debato-me com um dilema neste momento. Esta indecisão de não saber se me hei-de virar para a esquerda ou para a direita, na espreguiçadeira à beira da piscina.



Se estou na praia acontece-me o mesmo, nao sei se hei de apanhar sol deitada de barriga para cima ou se de barriga para baixo. 

Oh céus esta vida é dificil .... muuaahahahaaa.

domingo, 23 de junho de 2013

A Gaivota.


 
Def.de gaivota: são aves marinhas da família Laridae e sub-ordem Lari. São próximas das gaivinas e estão mais distantes das limícolas, airos e rabos-de-palha. A maior parte das gaivotas pertence ao grande género Larus.
Tenho uma definição muito própria para descrever esta ave que é tão somente o bicho mais estúpido, histérico e sem interesse que existe à face da terra.

Ora está uma ’sssoa de férias  a dormir num sono profundo ,qual branca de neve que trincou a maçã envenenada pela bruxa má, e como despertador megafonico tem os gritos de uma gaivota que fez questão de aplanar na janela de ma chambre ( como dizem os italianos) às 7 du matin ( como dizem os espanhois) acordando a princesa ruiva com um humor do melhor. Que convenhamos o meu humor matinal é sempre do mais requintado que há, mas pela negativa ... só depois de um strong coffee é que o motor de arranque pega.

Ainda coloquei a hipótese de ser uma  inglesa a atingir o orgasmo e que a qualquer momento pudesse surgir uma frase do tipo: “Aaaiiii caral#@!!”. Mas não, eram garantidamente GAIVOTAS.

Vou para a praia. Estico o meu 1.73mt de cabedal ao sol a descansar de um ano intenso de trabalho árduo, a tentar descobrir a cura para a casa amarela. Luto sem qualquer esforço adicional,  uma vez que me encontro no meu habitat natural ( sol+mar=ZEN)  para fazer um reset e eis que surgem de novo. GAIVOTAS. Sempre muito atarefadas aos gritos. Sempre aos gritos. Entre bica daqui, bica dali. Voa para ali, para acolá a alimentar as suas crias que moram no alto das rochas protegidas do mundo dos humanos.

É que até na piscina estas criaturas me encontraram. E vá-se lá saber porque vão beber a água cheia de cloro ... será para lavarem as vísceras e purgarem os males? Se calhar é. Se calhar até elas precisam de purgar tudo o que se passa no seu interior. Mas ainda assim não passam de um bicho irritante.

Tenho para mim que esta embirração com elas talvez possa ser um trauma de infância, já que sou “filha” da revolução dos cravos e o meu tio Francisco, fazia questão de partilhar os seus gostos musicais porque achava que me devia cultivar logo desde tenra idade ( leia-se 3, 4 anos), metia-me a ouvir IN REPEAT o disco ainda da era do vinil : “ Uma gaivota voava, voava, asas de vento coração de mágoa...” e em unissono cantávamos os dois.
Assim se criam os traumas nas crianças.

Puta que pariu a(s) gaivota(s).

sexta-feira, 21 de junho de 2013

É desta ... o Verão chegou!




E sabem para onde vou???

One of the best places in the world ....

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Dos dias...

 
... que passam à espera de resultados.
Mas quem espera desespera.
O tempo que não passa.
A dor agudiza-se. A angústia também.
Organiza-se a mente.
Reajustam-se as tarefas.
Esticamos as horas do dia e em vez de 24, passam a 48.
As noites são passadas em claro.
As roldanas do cérebro não cessam de trabalhar.
A fadiga instala-se.
A ansiedade assume um lugar de destaque.
Os batimentos cardíacos aceleram.
Faltam poucas horas.
 
So let the "game" begin.
 
 

sábado, 8 de junho de 2013

I agree !

 

Hoje no final da aula de ZUMBA o professor disse uma frase que registei com agrado:

- " Mininassss, si amem e si cuidem. Porque si voceis não si amarem ninguém ama voceis!"

Que assim seja :))!
Amén!!


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Constactação.

 
 
Chego tristemente à conclusão, ou melhor cheguei há já algum tempo, que os cargos de chefia versus o ordenado versus a atribuição de gabinete é directamente proporcional aos níveis de burrice, estupidez e falta de cultura/inteligência das pessoas que os ocupam.

Hoje estive a 2 metros de espetar um lápis no olho de uma pessoa que se acha o supra sumo da batata, tem licenciatura e mestrado mas não percebe um caralho daquilo que está a dizer e passa o dia inteiro sem fazer a ponta de um corno! Donkey!!!
Mas depois ponderei e achei que o lápis não tinha culpa nenhuma para acabar o seu reinado com a mina espetada na retina de um verme que além de burro e incompetente, cheira mal da boca, gosta de olhar para os decotes e para as pernas das senhoras sem qualquer pudor nem disfarce enquanto coça levemente o escroto. Bahhh .... uma cena nojenta, mas real.
 
 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Há 18 dias que não escrevo.


Há 18 dias que não escrevo nenhuma "baboseira" aqui no meu tasco.
Há 18 dias que tenho andado sem ânimo para este recanto de mim, onde afago as mágoas e liberto as alegrias.
Há 18 dias que tenho feito um esforço adicional para que o blog não se torne algo sem movimento, sem adrenalina, sem côr e não tenho conseguido. Deixo-o abandonado à sua sorte nula.
Há 18 dias que a preguiça se instalou no meu cérebro e o meu yin  e o meu yang fizeram greve e até algumas células do cérebro deixaram de receber oxigenação e estagnaram. Acho que é tudo efeitos da casa amarela onde passo cerca de 8 horas diárias (quando não são mais)
Mas decidi que vou voltar à ribalta. Vou voltar a colocar aqui os meus textos, os meus pensamento, os meus desabafos, as minhas iras que são sem sombra de dúvida uma das minhas melhores formas de expressão. Assim a criatividade me assista.
Acho até que vou abrir um espaço dedicado a: "As Aventuras da Casa Amarela".
E por hoje é só.