No ano passado foi
esta e
esta entre muitas outras.
Este ano a senhora bruxa professora, voltou a fazer das suas. Disse aos meninos que como trabalho de casa iriam ter que fazer um diálogo ou entre uma borracha e um lápis, ou entre um lápis e uma folha de papel.
Ora perante tamanho desafio, as crianças lá foram para casa apreensivas e nervosas como sempre com aquela árdua tarefa.
A minha princesa que anda numa de "quando mais depressa fizer os trabalhos, mais cedo vê TV" despachou a tarefa nas actividades extra-curriculares e veio para casa toda contente com um texto que confesso me deixou cheia de orgulho, porque revela uma imaginação muito fértil, coisa que até aqui ainda não tinha manifestado.
Pois a bela da bruxa da senhora porca professora no dia seguinte recebeu os trabalhos de todos os meninos que se empenharam como nunca, (uma vez que já sabem que ela não brinca em serviço) e deram o seu melhor com textos verdadeiramente fantásticos.
Alguns meninos, e faço uma ressalva para dizer que estamos a falar de crianças no 3º ano do ensino básico, logo têm 8 anos, esqueceram-se de escrever o nome, o que para mim é perfeitamente normal. E sabem o que ela fez??? Eu digo, há medida que ia vendo um texto sem nome, perguntava de quem era, o autor acusava-se e ela maquiavelicamente dizia: " Não escreveste o nome por isso é como se não tivesses feito" e tungas vai de RASGAR o trabalho da criança na aula perante todos os colegas.
É, ou não é CABRA?
Acham que isto é de pessoa normal? De uma pessoa equilibrada??
Então humilha-se assim uma criança?
Qual é a motivação das crianças? E a auto-estima?
Como é que se lida com uma professora assim?
A minha filha foi, por mero acaso, uma das que tinha escrito o nome e não rasgou o texto o qual eu publico, porque acho que é digno de ler lido.
Quanto à professora ... houve apenas um pai que foi lá pedir explicações e escreveu na acta.
MAs e os outros pais? Será que sabem?
Uns sei que sim, porque vou encontrando e falando. E os outros? Estão à espera de quê para ir lá refilar?
É que mesmo que eu queira fazer uma queixa contra a senhora, preciso que os pais colaborem. Mas parece que é tudo uma cambada de enconados.
Segundo sei, a professora também tem '
as costas quentes' não sei se a conseguimos mandar para casa mais cedo. A ver vamos.
Uma coisa é certa: ela que se atreva a fazer algo contra a minha filha.
E agora o texto:
O Lápis Falador
" Era uma vez um lápis chamado Jorge.
O Jorge adorava falar.
Na loja onde vivia falava, falava, estava sempre a falar, mas a pior parte é que ele à noite ressonava.
Era cá uma barulheira!
MAs até que um dia alguém o comprou. Foi então que começou a aventura.
Ele tinha ido parar a casa de uma menina de oito anos chamada Tatiana.
A Tatiana estava em pulgas para entrar na sala do 3º ano.
No dia seguinte a Tatiana foi para a escola com o Jorge. E foi aí que o lápis viu o Rodrigo.
O Rodrigo é uma folha de papel muito simpática que o Jorge já conhecia há muito tempo.
- Olá Rodrigo, como estás?
- Eu estou muito bem Jorge, e tu?
- Eu também estou muito bem, porque agora moro com uma menina que se chama Tatiana e trata-me muito bem.
- Tu tiveste muita sorte, porque eu passo a vida fechado na escola."
Fim