Foi
um Domingo verdadeiramente amazing. No juntei-me a grupo de amigos, às minhas colegas de ginásio e lá fomos com espirito solidário fazer uma caminhada para ajudar o hospital Garcia de Orta.
Houve muita animação, espirito de equipa e ZUMBA.
Seguiu-se um almoço com a família e um outro grupo de amigos e ex-colegas que me enchem o coração. Digamos que foi um almoço bem regado e demorado uma vez que terminou por volta das 18h, num local para lá de extraordinário e que me carregou as baterias para a semana toda.
Começar o Sábado com uma aulinha de Zumba logo pela fresquinha e bambolear o corpo ao som destes ritmos calientes é ou não é para ficar bem disposta e com vontade de dançar all day long?!
É pois.
Um dos temas debatidos à hora do jantar foi o dia da mãe.
Aproveitei a deixa e disse que tinha visto uma peça muito linda da pandora, gostava tanto que alguém me oferecesse e bla, bla, bla, whiskas saquetas.
O fofo do moço que dorme comigo disse logo: "eu também quero tanta coisa...!"
Pois ... realmente a peça é um pouco cara, eu sei e dia da mãe é todos os dias. Mas bolas eu mereço! Sou uma boa mãe!
Ok, é certo que sou boa mãe, mas por vezes tenho feitio soviético. E foi com esse feitio soviético que metí um ponto final na conversa e disse:
" Ok meus amores, já não é preciso darem peça nenhuma. Se eu quiser eu mesma compro a bela da peça, que apesar de não ter o mesmo significado uma vez que não foi dada pelas filhas, gosto dela na mesma."
Após o jantar fui encontrar a princesa mais nova a contar o dinheiro que tem no mealheiro às escondidas.
Depois perguntou-me: " Oh mamã, quanto custa aquilo que tu queres?"
Este pequeno GRANDE gesto foi a melhor prenda do dia da mãe que podia ter.
Agarrei na princesa mais nova e fui "apresentar-lhe" Lisboa como me foi apresentada a mim quando era pequena: de Cacilheiro!!
Do Cais do Sodré ao Terreiro do Paço, da Rua Augusta ao Elevador de Santa Justa, Rua do Carmo, Chiado (onde tínhamos encontro marcado com esta grande querida, obrigada Marta, pela excelente companhia, cá beijinho), Largo do Carmo, Rossio .... a princesa estava maravilhada. Fazia mil e uma perguntas, assimilou cada resposta dada por mim, 'bebeu' cada detalhe, focou cada imagem, reteve todos os pormenores de uma cidade bela como é Lisboa.
Muito ficou ainda por ver.
Havemos de voltar.
Ficou prometido.
Através da minha filha recordei momentos vividos na minha infância. Vi gente bonita, culta, bem formada, elegante, bem vestida.
Admiramos os mimos na Rua Augusta, comi um 'Beijo Apaixonado' edição limitada, Magnum. Ah, não gostei muito. Se aquilo é o sabor de um beijo apaixonado, então acho que nunca estive apaixonada. O gelado é demasiado doce. Tem mini suspiros lá dentro e apesar de contrastar com o ácido do morango, não me convenceu. A paixão, ou um beijo apaixonado é quente como o chocolate e picante como a menta, mas ok isso será um tema para debater quiçá num outro post. E claro, é a minha opinião, vale o que vale.
No regresso ao chegar ao Cais das colunas, estava um majestoso navio a partir. Ficamos a admira-lo sentadas em frente ao Rio Tejo. Hummmm deu-me vontade de embarcar naquele navio. Independentemente do rumo ou da rota que o levará ao seu destino. E por momentos deixei-me ir embalada pela ondulação ...
Estou com a alma cheia e pronta para enfrentar a semana árdua de trabalho na casa amarela.
Ontem depois de um almoço em família (e quando digo família leia-se eu, o moço que dorme comigo, filhas, cunhada e sogros), a princesa mais pequena sai-se com uma que me deixou encaralhadavacada.
Saímos do restaurante e ia numa amena brincadeira com a tia que lhe fazia cocegas e lhe prendia as mãos para a princesa não lhe poder retribuir na mesma moeda.
De repente e porque não consegue soltar-se diz alto e bom som perante toda a família e restantes transeuntes:
- "Oh tia estás a algemar-me? As tuas mãos parecem as algemas que o meu pai deu à minha mãe no dia dos namorados."
OOOOppppssssss .... oh miúda, essa parte não era para dizer.
Por momentos pensei que a minha sogra ia ter uma síncope e o meu sogro ia começar a hiperventilar como se não houvesse amanhã.
Mas não, a coisa lá passou despercebida ( acho eu) eles pelo menos não comentaram e acho que ainda me acham uma nora às direitas!
Se hoje fosse uma música seria o bolero de Ravel. Estou num crescendo de sentimentos e emoções tal como a obra.
Se num momento ( o único momento que tive verdadeiramente MEU) estou feliz porque senti a brisa do mar, a areia, o cheiro a maresia, senti o vento e o sol que me queimou a minha pele imaculada, no momento seguinte algo faz mudar o meu sentimento.
A preocupação extrema em querer bem, tratar e socorrer os outros leva-me a assumir um sentimento de protecção. E eu? Quem me vai levantar quando eu cair? Onde está o sentimento de protecção para comigo?
Por vezes tenho vontade de deitar fora o fardo que carrego sobre os ombros, que está cada vez mais pesado e mudar o rumo das coisas. Tenho plena consciência que no meio deste turbilhão de momentos sei que vou perdendo "coisas" pelo caminho, vou deixando de viver, de sentir, vou morrendo lentamente.
Depois vem a parte de ter de fazer de conta que sou outra pessoa, assumir um papel totalmente contrário aquilo que sou, estar calada quando me apetece falar, rir para dentro quando no fundo a vontade é soltar uma gargalhada com 140 decibéis, mais ou menos o equivalente à descolagem de um avião e gozar com quem se acha superior.
Confesso que por vezes tenho alguma dificuldade e muito pouca paciência em tentar entender os outros.
De facto sempre ouvi dizer que cada um carrega a sua cruz.
Mas também acho que o peso da cruz podia ser um nadinha mais leve aqui para a Beuzinha, é que esta merda de ser psicóloga e ainda por cima de borla na casa amarela anda a deixar-me verdadeiramente exausta.
Não menos exausta fico quando chego a casa e onde deviam estar apenas duas filhas encontro 4 e ás vezes 5, ou seja mais 3 do que era suposto, lindas e sorridentes abancadas na minha sala: "Estamos a terminar um trabalho de grupo, mãe. Espero que não te importes!?!" Eeeuuuu, importar???? Llláá agora! Nem venho cansada, nem nada. Ainda sou mulher para as convidar todas para jantarem cá e até dormir. Daaasssss!!!
Na cozinha estão os pratos e os copos do lanche das ditas meninas, espalhados entre a bancada e o lava loiça. A dispensa parece que foi assaltada por um gang de térmitas que devoraram tudo deixando apenas os vestígios de alguns sacos vazios de batatas fritas e pipocas. Conseguiram escapar 2 ou 3 pipocas que se esconderam na minha croc as quais se fizeram insurgir no dedão do meu pé quando fazia uma tentativa para a calçar.
Depois tenho os filhos mais velhos. Um rapaz com 72 anos e uma menina de 70. Que me dão conta da cabeça com os seus atrofios diários. "Ai beuzinha, filha comecei a tomar o comprimido xpto para os tremores da mão e agora sinto que estou pior" diz-me a menina. Respondo que a tinha alertado que não devia sobrepor medicação à vasta panóplia que já está incluída no seu rol diário. Que alguns comprimidos tomados com outros fazem mais mal que bem, mas ignorou." Oh Beu, olha lá, ainda te lembras o que disse a Dra. de pneumologia para fazermos quando soubéssemos o resultado da TAC?!" pergunta-me logo a seguir o miúdo de 72 anos."Claro, que me lembro. Não te preocupes que está tudo controlado." respondo eu.
Entretanto a caçula, a piki, a mais nova de todas, faz questão de deixar todos os dias alguns TPC's para fazer comigo, acho que é um fetiche qualquer que ela tem. E lá vamos nós para mais uma tarefa.
HELP!!!
Estou tão cansada de fazer de conta que está tudo bem.
Estou cansada de fazer de conta que sou sempre forte, que nada me abala.
Estou no meu limite.
Estou triste.
E muitas vezes (todos os dias) dou comigo a pensar e a tentar perceber o que ando aqui a fazer.
Mas cheira-me que isto deve ser do tempo...estou farta desta merda de tempo!
Mesmo sendo eu uma moça que gosta de cozinhar e nunca se acanha com o que fazer para as refeições, ás vezes tenho alguma dificuldade em variar o menu.
Há dias em conversa com as colegas perguntei o que iam fazer para o jantar para ver se me apetecia pois estava sem ideias.E logo uma muy prontamente disse: Deixei umas moelinhas preparadas para petiscar com o meu marido.
Ora palavras não eram ditas e zás moelas chez moi para o jantar também.
E eis que surge uma dúvida existencial por parte de uma colega que se tivesse ficado calada fazia muito melhor figura. Pois segundo a moça nós ( homens e mulheres) também temos moela.
WTF?????
O primeiro impulso foi olhar para ela para ver se estaria mesmo a falar a sério. E sim, estava.
Então perguntei-lhe onde ficava a moela? Entre que órgãos? Ao que, como é óbvio, não soube responder.
Depois ainda lhe disse que ela era capaz de ter razão, porque de vez em quando tinha umas crises de moela que me deixavam dois a três dias de cama ( sempre ouvi dizer que não podemos contrariar os malucos, pois eles tornam-se agressivos).
Não satisfeita, voltou a afirmar muito convicta que temos moela sim …..
Dei-me ao trabalho de pesquisar no Google e imprimi a pesquisa sobre a hipotética existência de moela nos humanos, ao que a pesquisa deu que apenas as aves tinham moelas ( Tenho que ter uma paciência para o pessoal da casa amarela) digamos que lhe fiz um desenho.
Pois querem crer que a moça só depois de ler a pesquisa é que acreditou???
Será que é de ler na porta das tascas e dos restaurantes o letreiro a anunciar o petisco para aquele dia: " Hoje temos moelas!" ela associou ao corpo humano ?!?
É que bem vistas as coisas há letreiros que dizem: "Há pipis!; " Hoje temos tubaros!"; "Há burriés!" ... ora se virmos bem a coisa, a moça até faz uma boa analogia do petisco vs corpo humano.
Dasssss, o triste da situação é que estou a falar de uma moçoila na casa dos 30 e muitos anos, licenciada e que devia saber mais da vida do que na realidade sabe.
Começo a achar que ela é daquelas que acredita que os bebes vêem numa cegonha.
Hoje é Sábado. E por isso é dia de ZUMBA Fitness aqui para a Beuzinha.
E se há pessoas com uma imaginação fértil,serei com toda a certeza uma delas.
Estava eu entre saltos, merengues, regaetton, e samba quando de repente olho para aquela mulherada toda (o ginásio que frequento é only for women) e penso: 'o que não dariam certo homens (daqueles homens tipo perus, que se acham o máximo e andam sempre todos "emperuados", vestem marcas caras, têm bons carros, mas não têm nível nenhum, nem onde cair mortos), para estar ali a ver aquelas carninhas todas transpiradas, os rabos a abanar e as maminhas saltitar ao som de ritmos frenéticos e calientes?!'. Concerteza que babavam. Bah ... 'ca nojo!
Rapidamente apaguei o pensamento, sob pena de acabar a aula a vomitar.
Andava já há algum para dissecar uma temática que me consome, mas por motivos alheios à vontade de terceiros tenho tido algum cuidado e discernimento em abordar aqui no meu tasco.
Mas hoje e porque estou com um feitio mais soviético que os soviéticos, vou lavar a alma e despejar o saco. ( Amiga A. esta é para ti também)
Cresci e fui educada a acreditar que existe uma "tampa para cada panela" ( assim dizia a minha avó), que um vai chegar o teu príncipe, que o amor supera tudo, que existe o homem ideal para a mulher ideal. Pois, pois avozinha...
Até a ordinária da Branca de Neve, me enganou quando foi acordada do seu sono eterno com o beijo na boca que o seu amado príncipe lhe deu tudo culpa de um amor verdadeiro, claro!!!
E a cabra da Cinderela com a merda da história do sapatinho de cristal que me fez acreditar que além de sapatos de cristal verdadeiros, também existiam príncipes que vinham montados em cavalos brancos para nos salvar dos senhores maus e nos levavam para o seu castelo, longe de todos os ogres e perigos da floresta ficando a salvo de todo o mal.
Já a pequena sereia foi outra, aquela coninha de sabão que se armou em cantora e levou o príncipe à certa e lá se apaixonou quebrando o feitiço, deixou de ser sereia e tornou-se mulher com pernas e sem barbatana.
Depois foi a outra que dormiu cem anos, a Bela Adormecida. E claro, lá está um belo príncipe apareceu e zunga espeta-lhe um belo de um beijo apaixonado na beiçola e a gaja acorda.
É por estas e por outras que as minhas filhas não lêem estas merdas destas histórias de caca que só transmitem valores errados às crianças. Para quê engana-las com estas fantasias se na realidade nada disto existe? Para quê criar um mito na cabeça delas se depois nada disto é real?Vão crescer eludidas e descobrir mais tarde que se não tiverem amor próprio, se não gostarem verdadeiramente delas e se não tiverem uma auto-estima elevada de nada lhes serve ter um "príncipe" ou uma amostra grátis.
Em suma não vale a pena esperar por quem não existe.
Se sou atroz? Oh pá se calhar sou. Mas prefiro ser assim em vez de usar eufemismos quando falo de relações humanas com as minhas filhas.
Afinal a culpa de eu ser assim é das putas das histórias das princesas. Nunca as devia ter lido quando era pequena.
… porque é que os homens gostam tanto de ficar a olhar embasbacados, a babar, a deliriar para as pernas de uma mulher se depois é a primeira coisa que metem para o lado????
Há muito tempo que não vos brindava com uma das minhas receitas.
Pois aqui vai uma das mais pedidas cá do tasco, que é como quem diz: chez moi :)!
Colocar numa frigideira anti aderente um pouco de azeite, alho picado, cebola picada, 500 gr de camarão cru e descascado, 150gr de cogumelos frescos laminados e 150gr de rebentos de soja.
Deixar cozinhar durante uns minutos.
A meio da cozedura regar com 2 colheres de sopa de vinho branco e 2 colheres de sopa de molho de soja. Deixar apurar.
Adiciona-se um pacote de natas frescas e envolver tudo.
À parte coze-se o linguini com água, sal e um pouco de margarina só para não colar. Quando estiver cozido escorre-se a água e reserva-se.
Por ultimo, junta-se os dois preparados e serve-se com queijo ralado.