Perdi a conta ás vezes que inventava amigos, quando brincava sozinha no meu quarto ás casinhas e fazia cozinhados para as minhas bonecas, pois desde muito tenra idade que se destacam os meu dotes culinários ( há dons que nascem com as pessoas, sei lá... eheheheh).Falava com os meu amigos imaginários, inventava conversas, histórias e era feliz.
No meio das minhas venturas e desventuras, cozinhados ou talvez não, houve sempre um "personagem" que me acompanhou ao longo da minha existência. Ia comigo para todo lado e todas as noites era presença habitual na minha cama ( e não sejam mentes preversas) . Era o meu companheiro nas viagens que fazia com os meu pais para o Alentejo ( xiiii... que saudades do Alentejo) e o meu mais fiel confidente, pois só ele sabia que eu chuvava no dedo e "snifava" a
almofada ( pensava eu)... vicio que durou até aos 11 anos ( eheheheheh).Pois andava eu nas minhas arrumações, e eis que me aparece o meu fiel companheiro, saído de dentro de um saco de brinquedos das minhas princesas. Até fiquei com uma lágrima ao canto do olho...
Retirei-o com carinho, lavei-o e aqui está ele, o meu ursinho. Foi o meu primeiro presente. Foi-me oferecido quando nasci e tem a minha idade. Nunca mais o larguei. Dizem que não há amor como o primeiro, não se será assim tão linear, mas com o meu ursinho foi.
Sem comentários:
Enviar um comentário